Bogotá, a capital da Colômbia, abriga um dos mais desenvolvidos centros de integração de núcleos comunitários da América Latina: o Manos Visibles. A organização, autônoma e sem fins lucrativos, é também um espaço cultural e laboratório de inovação social. A igualdade entre os diversos segmentos do povo colombiano é foco dos trabalhos que contam com apoio em nível nacional, e não só em algumas cidades.

O nome Manos Visibles é uma provocação à teoria econômica liberalista de Adam Smith. Em palavras práticas, para o estudioso, a economia de um Estado se autorregula, como se houvesse mãos invisíveis no controle da situação do mercado. A definição de mãos invisíveis, quando transposta a uma realidade social pode, para a organização, incitar inações em relações sociais.  O Manos Visibles vai contra as aplicações da teoria e propõe o resgate de trocas sociais em vários âmbitos, contra o crescimento econômico desordenado, acompanhado pela exclusão social.

O fortalecimento de práticas comunitárias em contextos urbanos e a integração de  jovens e mulheres são contemplados pelo Manos Visibles, em um trabalho com minorias étnicas em risco. As comunidades têm seus processos histórico-culturais revisitados, ampliados e re-significados. Entre as linhas de trabalho, estão contemplados projetos como o “Diversidad Laboral”, que prevê a conscientização de diversas organizações da sociedade para gerar equipes de trabalho que possam servir uma comunidade em risco.

As “Redes de Mujeres Afro”, outra iniciativa do Manos Visibles, propõem ações afirmativas com conferências, debates e eventos, para que mulheres negras possam reconhecer a importância de seu papel social, cultural, econômico e político. A juventude colombiana também é preocupação do projeto, afinal, são esses os focos de violência no país. “Juventud y Construcción de Paz”, a articulação jovem, tem ações de conscientização nas regiões mais violentas.

Além dos projetos, o site da organização é estampado com fotografias temáticas, feitas em comunidades distintas do país. Confira.